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Artigos Saint-Gobain Canalização

Válvula Borboleta PAM

Enviado em 01 Outubro 2018, 17:21 PM

UTILIZAÇÃO

A válvula Borboleta tem por função a regulagem e o bloqueio do fluxo em uma canalização. É utilizada principalmente em sistemas de adução e de distribuição de água doce bruta ou tratada, e, ainda, em estações de tratamento de água e de esgotos. Porém, é importante que a água não exceda temperaturas de 60°C e pressão interna de 1,6MPa.

 

NORMALIZAÇÃO

As válvulas da Saint-Gobain Canalização são divididas em dois tipos básicos: com ou sem flanges.

Válvula Borboleta com Flanges Biexcentrica, Série AWWA: Padrão construtivo e face a face segundo a norma americana AWWA C 504 classe 150 B, série 13, corpo curto.

 

FLANGES

Os flanges de fabricação normal são entregues com furação NBR 7675 (ISO 2531), PN 10 ou PN 16.

Obs1: As válvulas da classe de pressão PN 16 podem ser fornecidas, a pedido, com flanges com furação PN 10 visto que a norma ISO 2531 admite o uso de flanges PN 10 em canalizações enterradas com pressões de até 1,5MPa.

Obs2: As válvulas Borboleta podem ser fornecidas, sob consulta, com gabarito de furação dos flanges de acordo com as seguintes normas americanas:

• ANSI B 16.1 – 125 Ib

• ANSI B 16.5 – 150 Ib

• AWWA C 207 Classe D/E

 

 

TESTES NA FÁBRICA

Os procedimentos na bancada de teste na fábrica, os ensaios de estanqueidade e resistência mecânica do corpo, quando submetido a pressões, estão de acordo com a norma AWWA C 504.

As pressões de teste são as seguintes:

Válvulas Borboleta com Flanges AWWA e ISO

Classe

Pressão Máxima de Serviços

Pressão de Teste

Corpo

Sede de Vedação

PN

MPa

MPa

MPa

10

1,0

2,1

1,0

16

1,6

3,2

1,6

 

REVESTIMENTO

Os elementos das Válvulas Borboleta sujeitos a corrosão recebem revestimento após a conveniente preparação da superfície em pintura epóxi poliamida.

Para revestimentos especiais consultar a Saint-Gobain Canalização.

 

ESTOCAGEM

Válvulas com Flanges

São despachadas na posição fechada, devendo ser estocadas nesta posição.

ATENÇÃO: Para evitar danos aos elastômeros, as válvulas devem ser estocadas em locais cobertos, ao abrigo dos raios solares.

 

INSTALAÇÃO

Válvula Borboleta com Flanges

Pode ser instalada enterrada ou aérea. Quando enterrada, deve ser colocada em câmara de manobra.

Posição do eixo do disco: A válvula é usualmente instalada de forma que o eixo do disco fique na posição horizontal, a mais recomendável. Quando se fizer necessária a instalação da válvula com o eixo na posição vertical, convém que o mecanismo fique na parte superior da válvula. A posição do eixo na vertical e o mecanismo na parte inferior é totalmente desaconselhável.

Nas válvulas DN ≥ 1200, o eixo na posição horizontal é a única solução possível.

•  Posição do mecanismo de redução: Nas válvulas que trabalham com o eixo do disco na horizontal, o mecanismo de redução pode ser montado, na fábrica, em qualquer uma das quatro posições mostradas na figura a seguir:

As válvulas de fabricação normal são fornecidas com o mecanismo na posição 1. As outras posições de montagem devem ser indicadas nas consultas e pedidos à Saint-Gobain Canalização.

 

ESQUEMAS DE MONTAGEM

A montagem das válvulas Borboleta deve seguir os mesmos esquemas de montagem recomendados para os registros de gaveta.

 

ACIONAMENTO

As válvulas Borboleta da Saint-Gobain Canalização podem ser acionadas manualmente, por atuadores hidráulicos, por atuadores pneumáticos e por atuadores elétricos.

Porém, a escolha do tipo de acionamento depende da aplicação e das condições de serviço em que operarão as válvulas.

ATENÇÃO: Não são recomendadas operações a seco.

Acionamento Manual:

Com volante

Acionamento utilizável principalmente nos casos de instalações aéreas ou em câmaras de manobra.

 

Com chave T e haste de prolongamento

Utilizado somente nas válvulas Borboleta sob reaterro direto ou instaladas em câmaras de manobra com eixo de operação na posição vertical.

 

Com volante sobre pedestal de manobra

Acionamento somente aplicável a válvulas Borboleta instaladas sob galerias de operação vertical.

 

Nas consultas ou pedidos, especificar a altura H entre o eixo da válvula (o mesmo da tubulação) e o nível do piso de manobra.

 

Acionamento Hidráulico ou Pneumático

Os cilindros para o acionamento hidráulico ou pneumático são montados diretamente sobre as válvulas e estão disponíveis nas versões:

1) Fibra de vidro: Recomendado para operar com ar comprimido, água ou óleo em ambientes corrosivos ou não.

2) Bronze centrifugado, ou aço revestido internamente com cromo duro: Recomendado para operar com ar comprimido, água ou óleo em ambientes corrosivos ou não.

Nas consultas e pedidos, fornecer as seguintes informações:

• AP – diferença de pressão entre montante e jusante da válvula.

• Pressão do fluido disponível para acionamento.

 

Acionamento Elétrico

As válvulas Borboleta também podem ser fornecidas com atuadores elétricos. Para este caso, consulte a Saint-Gobain Canalização, fornecendo as seguintes informações:

1) Características da corrente elétrica disponível (tensão, frequência, nº de fases);

2) Controle local e/ou remoto;

3) Necessidade ou não de um painel de controle incorporado ao atuador;

4) Se a válvula trabalhará com função “on-off” (totalmente aberta ou fechada) ou de regulagem (modulação);

5) AP diferencial de pressão entre montante e jusante da válvula;

6) Tempo de operação da válvula (caso não seja conhecido, será adotado o padrão Saint-Gobain Canalização);

7) Local onde será instalada a válvula.

 

Mecanismo de redução

A Saint-Gobain Canalização comercializa, acoplados, às suas válvulas Borboleta com acionamento manual, duas linhas distintas de redutores:

Redutores K:

Tipo coroa sem fim, projetados apenas para acionamento manual e não permitem automação futura.

 

Redutores C:

Tipo coroa sem-fim, projetados para acionamento manual, porém, permitem facilmente uma automação futura. Estes modelos são utilizados até válvulas de DN 350 para PN16 e DN 450 para PN10. Para os demais diâmetros, utiliza é utilizado o sistema de porca viajante, com a mesma possibilidade de automação futura.

Os mecanismos de redução são do tipo porca viajante ou coroa e sem-fim da linha C. Têm concepção simples, são robustos e precisos e oferecem o máximo de segurança durante as manobras.

Tipo Coroa Sem-Fim

 

Tipo Porca Viajante